GELLNORTE 2019 – ESTUDOS MORFOSSINTÁTICOS DE LÍNGUAS INDÍGENAS

SIMPÓSIO 16 – ESTUDOS MORFOSSINTÁTICOS DE LÍNGUAS INDÍGENAS

Coordenadores: Zoraide dos Anjos Gonçalves da Silva Vieira (UFRR) e Marília de Nazaré de Oliveira Ferreira (UFPA)

A tarefa de descrever as línguas indígenas, de modo particular aquelas faladas na região amazônica, é extremamente importante por muitas razões. No que se refere à demografia, muitas delas são faladas por grupos isolados geograficamente nessa região. Dessa maneira, vários processos linguísticos correm risco de desaparecer, assim como as línguas, sem nenhum tipo de documentação linguística (cf. Rodrigues: 2000). A diversidade de famílias linguísticas e línguas isoladas encontradas nessa área, também, é forte justificativa para o desenvolvimento de pesquisas. De acordo com Grinevald (1998: 127), a região amazônica era como uma “caixa-preta linguística”. Duas décadas depois, não se tem, ainda, um trabalho descritivo sobre cada língua indígena da Amazônia. Dessa maneira, a importância de trabalhos descritivos sobre o tema é notada por Dixon&Aikhenvald (1999) que ressaltaram: “um dos editores dedicou diversas décadas a procurar por universais linguísticos. Caso após o caso, assim que achou que tinha conseguido alguma indicação tipológica significativa, um contraexemplo aparecia em sua frente e era invariavelmente de uma língua da Amazônia”. Sendo assim é possível dizer que a ampliação dos estudos linguísticos nessa região contribuirá de forma significativa para a compreensão da linguagem humana. Por essas razões, o presente simpósio tem como objetivo reunir os mais diversos trabalhos na área de morfossintaxe com dados de línguas indígenas.

e-mail do Simpósio 16: gellnorte2019simposio16@gmail.com

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