Simpósio “Literatura, Arte e Pensamento Italiano Contemporâneo”

8 de março de 2019 / Comments (0)

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Gostaríamos de convidar todos que trabalham na confluência entre pensamento italiano, literatura e artes para participarem com apresentação de trabalho do Simpósio “Literatura arte e pensamento italiano contemporâneo”, que será realizado no âmbito da Semana de Letras da UFSC, nos dias 3-7 de junho. Os dois Simpósios são coordenados por Andrea Santurbano, Maria Aparecida Barbosa, Lucia Wataghin e Patricia Peterle.

A iniciativa do Simpósio faz parte das discussões propostas pelo projeto homônimo, aprovado no Edital Escola de Altos Estudos – CAPES, uma pareceria entre a UFSC e a USP, que trará importantes intelectuais para pensar a relação entre literatura, arte e pensamento.

As propostas enviadas não precisam se aterem especificamente à produção literária e artística italiana.

As inscrições para submissão de proposta nos Simpósios Temáticos. Pode ser feita em: http://www.semanadeletras.cce.ufsc.br/circulares-normas/

Descrição dos Simpósios 21 e 22:

Em tempos neoliberais, com a esfera pública a assumir e impor como paradigmas conceitos ambíguos como “realidade” e “verdade”, as humanidades deveriam ter um papel fundamental no pensamento crítico. A expressão Italian Theory, usada em espaço anglo-saxão, embora possa ser passível de críticas e contradições, aponta, justamente, para uma preocupação e especificidade do pensamento italiano concernente ao tema da linguagem. Pensar a linguagem, de fato, é entrar no âmago da experiência humana, é penetrar num espaço misterioso e, ao mesmo tempo, necessário e fugaz, indecidível. É estar perenemente num terreno pantanoso, escorregadio, em que a sobrevivência não é garantida, justamente pelo fato de a própria experiência da e na língua ser uma exposição singular. Nesse sentido, poder-se-ia afirmar que a linguagem não é de modo algum um meio de comunicação neutro e objetivo. Nessa trama que vai se constituindo, abrindo e hibridizando, não é possível, contudo, deixar de pensar na esfera do político e também na do “discurso interior”, nas “gramáticas de conflito”, enfim, no fato de que a arte e a literatura não podem ser reduzíveis unicamente à dimensão linguística. Andrea Cortellessa, por exemplo, ressalta o momento poético do pensamento que caracteriza a filosofia contemporânea: “o lugar da poesia é […] definido por uma desconexão constitutiva entre a inteligência e a língua, na qual, enquanto a língua (‘quase por si mesma iniciada’) fala sem poder entender, a inteligência entende sem poder falar”. A literatura é carregada, portanto, de marcas, indícios, rastros que falam sobre o homem, sobre sua relação com o fora, tecendo uma complexa e imbricada trama cultural em constante diálogo com o espaço das diferenças. A partir desses pressupostos, o simpósio se propõe a debater sobre literatura, arte e pensamento como aberturas, territórios porosos e ruinosos e, sobretudo, como um laboratório de experiências com – na – da linguagem.

Contamos com sua participação para enriquecer o debate.

Os organizadores dos Simpósios 21 e 22.

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