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Chamada de Trabalhos – Revista Terra Roxa – PPG Letras UEL

15 de maio de 2018
 

Divulgação chamada Revista Terra Roxa – PPG Letras UEL

ISSN: 1678-2054

QUALIS – CAPES 2013-2016 – Letras/Linguística: B1; Educação: B2.

Diretrizes para autores disponíveis em

 http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/about/submissions#authorGuidelines

Chamada do volume 37 (publicação em 2019)

“Cânone e escola: as diferenças e as revisões”- Editoria de Sonia Pascolati (UEL) e Maria Betanea Platzer (UNIARA)

O prazo máximo de submissão é o dia 30 de junho de 2018.

De acordo com Márcia Abreu (2006, p. 40), no já clássico Cultura letrada: literatura e cultura, “Para que uma obra seja considerada Grande Literatura ela precisa ser declarada literária pelas chamadas ‘instâncias de legitimação’. Essas instâncias são várias: a universidade, os suplementos culturais dos grandes jornais, as revistas especializadas, os livros didáticos, as histórias literárias, etc.”. Nesse “etc.”, destacamos a escola de ensino fundamental e médio, ela que é simultaneamente instância legitimadora – quando seleciona o que pode e deve ou não ser lido no âmbito escolar – e condicionada a outras instâncias como o PNBE – Programa Nacional da Biblioteca Escolar e o Exame Vestibular. Para circular na escola, a literatura passa pelo crivo de professores, bibliotecários, direção escolar, pais de alunos e outros agentes cujos critérios de avaliação e seleção de obras não são unânimes e deslizam entre o canônico e o não canônico, o apropriado e o arriscado, e mesmo interditado. Partindo desses pressupostos, convidamos a comunidade acadêmica a refletir sobre algumas questões: Que critérios regem a escolha de objetos literários a serem lidos pelos alunos? Qual a influência do livro didático sobre a definição de leituras significativas no processo de ensino-aprendizagem? Que instâncias atuam como censórias na tarefa de avaliar e selecionar obras literárias disponíveis para leitura na escola (biblioteca, sala de leitura, programa oficial de Língua Portuguesa)? Há espaço para a produção literária contemporânea, especialmente aquela produzida a partir de 1980, em nossos currículos escolares? As relações entre cânone literário e leitura literária na escola são discussões presentes na formação de professores de Língua Portuguesa e áreas afins? Pode-se afirmar que a literatura para crianças e jovens já faz parte do cânone ou ainda busca legitimação? Qual o papel das adaptações de textos literários clássicos / canônicos no exercício da leitura literária escolar? Artigos que contemplem essas e tantas outras questões decorrentes do tema da chamada são aguardados para comporem o volume 37 da Terra Roxa e Outras Terras.