Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística
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PRECURSORAS DAS LETRAS – Primeira Edição

Angela del Carmen Bustos Romero de Kleiman nasce em Santiago, no Chile, em 23 de fevereiro de 1945, filha da alfabetizadora Marta Teresa Romero e do mecânico de automóveis Joaquín Angel Custodio Bustos. Ainda jovem adolescente, no Liceo de Niñas em Santiago, Angela experimenta seu talento para o estudo e para o ensino, destacando-se no conhecimento da língua inglesa e fornecendo aulas particulares a alguns de seus colegas. Forma-se em Inglês, em 1967, no Instituto Pedagógico – extinto durante a ditadura militar – da Universidad de Chile e, em 1968, ingressa no curso de Mestrado em “Ensino de Inglês como Segunda Língua” (TESL) na University of Illinois, com bolsa financiada pela Fulbright/State Department. Continua seus estudos de pós- graduação em Linguística, nas áreas de sintaxe e semântica, na University of Illinois, onde defende a tese “A syntactic correlate of semantic and pragmatic relations: the subjunctive mood in Spanish”, em 1974. LEIA MAIS

Texto elaborado por Maria Sílvia Cintra Martins – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – http://lattes.cnpq.br/924199264516035

Carme Regina Schons, filha de Therezio Luiz Rosso e Santa Anna Rosso, nasceu em 16/07/59, na pequena cidade de Catuípe, no interior do estado do Rio Grande do Sul. Como muitas crianças de sua época que residiam em áreas rurais no sul do país, deixou o lar de seus pais em busca de melhores oportunidades de estudos aos 12 anos. Determinada, finalizou o Ensino Médio na cidade de Cruz Alta, onde viveu como interna numa instituição de ensino. Em troca das lições que recebia, auxiliava na limpeza, cozinha, cuidado de animais e outros serviços gerais. Já na cidade de Passo Fundo, formou-se na faculdade de Letras da Universidade de Passo Fundo (UPF) no mesmo ano em que teve sua primeira filha, em 1984. Apenas alguns meses após, enquanto sua carreira como professora de Língua Portuguesa, Literatura e Redação já havia iniciado em escolas da cidade, começou a Especialização em Língua Portuguesa e Redação na cidade de Belo Horizonte. Em 1988, deu a luz ao seu segundo filho. LEIA MAIS

Texto elaborado por Evandra Grigoletto – Universidade Federal de Penambuco – UFPE – http://lattes.cnpq.br/173233582016633

Cristina Altman nascida em São Paulo, em 23/3/1954) desde sua juventude manifestou interesse para o estudo dos textos e da escrita. Não à toa, um teste vocacional feito antes de ela ingressar na Universidade de São Paulo (USP) como estudante, onde ela se formou no final da década de 1970 em português, francês e linguística, apontava como possíveis caminhos profissionais as áreas de Letras e Ciências Sociais. Curiosamente, a carreira tão bem construída ao longo de anos acabou por se direcionar para o viés histórico e social dos textos, perspectiva que está base epistemológica do campo de pesquisa que Altman pioneiramente ajudou a formar no Brasil, a Historiografia Linguística, que se dedica ao estudo crítico e interpretativo da história do conhecimento sobre a linguagem elaborado e difundido em diferentes recortes temporais. LEIA MAIS

Texto elaborado por Ronaldo de Oliveira Batista, Universidade Presbiteriana Mackenzie – http://lattes.cnpq.br/4540894174449403

Nasceu em 14 de novembro de 1947 em Monte Aprazível (SP), cidadezinha interiorana, distante quase 500 km da capital. Seus pais eram professores, a mãe de primeiro ano, o pai de Geografia. Fez seus estudos iniciais nas escolas públicas locais. Seguindo a tradição familiar, foi estudar para se tornar professora e cursou Letras no que atualmente é a Universidade Estadual Paulista, em São José do Rio Preto. Durante a graduação, nos difíceis anos de chumbo, mestres como Eduardo Peñuela Cañizal, Ignácio Assis Silva e Alceu Dias Lima ensinaram à jovem o sentido da luta por uma universidade digna. Esse aprendizado marcará a trajetória de Diana, sempre engajada na defesa da universidade e no reconhecimento da área da Linguística no Brasil. LEIA MAIS

Texto elaborado por Oriana de Nadai Fulaneti– Universidade Federal da Paraíba – http://lattes.cnpq.br/8254486029233226

“Como para quase todas as mulheres da minha época, resolveram que eu deveria ser professora”. Assim, sem medo de expor as modalizações exógenas em seu percurso, Edna Maria Fernandes dos Santos Nascimento brinda-nos com suas memórias, nos idos de 1997, quando passa a ocupar o cargo de Livre Docente no departamento de Linguística da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP-Araraquara. Nessa trama rizomática das memórias, transbordam os sentidos, como a formatura na Escola Normal do Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, em Osasco (SP), em 1965, marco não da finalização de uma etapa, mas do prenúncio do vir a ser, graças à consolidação do gosto pelo francês, latim, inglês, espanhol e português. Nessa ordem mesmo, com o português vindo por último e o francês em primeiro, dois anos depois, Edna ingressa na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no curso de Letras Neolatinas, agora mobilizada por seu próprio querer: continuar sendo professora, mas professora de francês. “Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra”, e assim do francês se apresenta o italiano, que integra, amplia e aprofunda o prazer pelas línguas. Expressivo conhecimento possibilitou a Edna o mergulho por horas ininterruptas, diariamente, na literatura estrangeira, em sua versão original. LEIA MAIS

Texto elaborado por Mônica Baltazar Diniz Signori – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – http://lattes.cnpq.br/5524678730650668
Vera Lúcia Rodella Abriata – Universidade de Franca – UNIFRAN – http://lattes.cnpq.br/0008939878371016

Elisabeth Brait, assina Beth Brait, é importante estudiosa da linguagem com trajetórias pessoal e institucional que se entrecruzam na tecedura de uma carreira contribuidora tanto para as Letras quanto para a Linguística. Isso porque sua sensibilidade pessoal, formação acadêmica e prática profissional sempre foram orientadas por uma concepção de linguagem em sua dimensão histórica, social, cultural, que, nas mais diversas formas e materialidades, constitui condição do agir humano. Nascida em Santo André, SP, inicia a vida escolar em Cotia, SP, em 1956, na bucólica sede do Colégio Rio Branco, Escola Rural da Granja Vianna. No ano seguinte, sua família se muda para Itapetininga, também SP, onde Beth Brait concluiu os antigos cursos primário, ginasial e clássico no Instituto de Educação Peixoto Gomide. LEIA MAIS

Texto elaborado por Anderson Salvaterra – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – http://lattes.cnpq.br/780651095681801

Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi. Um nome que se impõe no cenário acadêmico e científico nacional e internacional quando o tema é “a linguagem e seu funcionamento”, título de seu primeiro livro, publicado em 1983. Na apresentação deste livro, que tem como subtítulo “as formas do discurso”, Eni Orlandi se propõe o “risco que é a tensão entre o já-dito e o a-se-dizer”, o “objetivo de incorporar as noções de social e de história à relação da linguagem com o sujeito”, o “compromisso com o fragmentário, o múltiplo, o provisório”. Risco, objetivo e compromisso que encontramos em toda a sua obra e ainda hoje a acompanham em seu trabalho e sua produção intelectual. Este livro é um marco para a área da análise de discurso no Brasil, com o nome do filósofo francês Michel Pêcheux compondo a bibliografia de doze dos treze capítulos do livro. LEIA MAIS

Texto elaborado por Suzy Lagazzi, DL/IEL/Unicamp – http://lattes.cnpq.br/2354953198973903

Freda Indursky nasceu em Porto Alegre, em 20 de maio de 1940, filha de Sara Stempler Indursky (Áustria) e Abram Indursky (Rússia), comerciantes. Foi essa a cidade que ela escolheu para viver, estudar e trabalhar. Em sua juventude, conheceu o Brasil governado pelos militares, teve os direitos civis cerceados – como todos os outros jovens da época – e tais experiências despertaram nela o desejo de saber mais sobre o funcionamento ideológico e a constituição dos discursos políticos, o que se pode conferir em sua produção acadêmica. Em 1965, concluiu o Curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dedicando-se às Letras desde então. LEIA MAIS

Texto elaborado por Verli Petri – Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – http://lattes.cnpq.br/4907455690392249

Ida Lucia Machado nasceu na cidade de Belo Horizonte em 13 de setembro de 1949. Desde jovem, interessou-se pela linguagem e se graduou em Letras pela UFMG em 1975. Em 1985, obteve seu Mestrado em Letras pela USP, em Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos, com o trabalho intitulado “Le faits divers et leur application pédagogique”. Fez em seguida o seu doutorado na Université de Toulouse II – Le Mirail, França, onde defendeu a tese intitulada “Essai d´analyse du fonctionnement de l’ironie comme élément de communication”, em 1988. LEIA MAIS

Texto elaborado por Wander Emediato – UFMG – Link para acessar o Lattes: http://lattes.cnpq.br/0561984631865350

Nascida em 1933, em uma pequena cidade medieval alemã, Eisenbach, Ingedore Grünfeld Villaça Koch veio para o Brasil com seus pais, que deixavam uma Europa já ameaçada pela Segunda Guerra Mundial. Com a morte de seu pai, para ajudar no sustento da família, Inge (como gostava de ser chamada) começou a trabalhar muito cedo. Dando aulas particulares de reforço para outros estudantes, terminou seus estudos primários e secundários com brilhantismo. Incentivada por seus professores, entrou no curso de Direito e, em 1956, graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo. Casa-se e tem dois filhos. Em 1974, finalmente realiza seu sonho: gradua-se em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Castro Alves. Dali em diante, Inge começaria uma trajetória acadêmica meteórica e de muito reconhecimento no campo dos estudos linguísticos. LEIA MAIS

Texto elaborado por Anna Bentes – Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – http://lattes.cnpq.br/0176535361701386

Izabel Magalhães é sem dúvida uma precursora dos estudos discursivos no Brasil. Primeira pesquisadora brasileira a publicar artigo sobre a análise de discurso crítica, em 1986, Izabel tem há décadas se dedicado à divulgação desse campo de estudos do discurso no País. Foi também a primeira no Brasil, e certamente uma das primeiras no mundo, a relacionar seriamente a análise de discurso crítica e a etnografia, em sua pesquisa doutoral sobre práticas de benzimento, defendida na Universidade de Lancaster, na Inglaterra, em 1985. Quinze anos antes, em 1970, Izabel se graduava em Letras, com foco em Inglês, pela Universidade de Brasília (UnB), onde viria a atuar como docente. Antes de fazer da UnB seu endereço profissional por trinta anos, cursou o Mestrado em Linguística para o Ensino da Língua Inglesa, também pela Universidade de Lancaster (1976). LEIA MAIS

Texto elaborado por Viviane Resende – Universidade de Brasília – UNB – CNPq – ALED – http://lattes.cnpq.br/7571778261390094

Leda Verdiani Tfouni nasceu em Bocaina, pequena cidade paulista, numa época onde não havia mais que um grupo escolar na cidade. Menina pobre, muito pobre, filha de pais brasileiros de primeira geração. Em Jaú, cursou o Clássico; em seguida, prestou vestibular para a atual UNESP, em Araraquara, que era, na época, um instituto isolado. Trabalhando no Colégio da Aplicação da USP e, mais tarde, no Ginásio Experimental II, Leda esteve dentro do movimento de discussão e renovação sobre o ensino da Língua Portuguesa que percorreu a segunda metade da década de 1960 e a de 1970. No Ginásio Experimental (GEPE), trabalhou muitos anos em uma unidade destinada a adolescentes e adultos com atraso de escolaridade, devido ao tempo que tinham permanecido fora da escola, e também às condições adversas de classe social. LEIA MAIS
Texto elaborado por:
Fabio Elias Verdiani Tfouni – Universidade Federal de Sergipe – http://lattes.cnpq.br/8322669872941535
Anderson de Carvalho Pereira – http://lattes.cnpq.br/308693495250362

Maria Célia de Moraes Leonel nasceu em 27 de agosto de 1946, em Itapetininga-SP, filha de Mauro de Mello Leonel e Elisa César de Moraes Leonel. Filha de professora e estimulada pela família, interessa-se pelo magistério desde sua formação inicial, ao realizar o Curso Ginasial e o Colegial de Formação de Professores Primários no Instituto de Educação Peixoto Gomide, em Itapetininga. Cursou a graduação em Letras (Português-Francês) na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Fundação D. Aguirre de Sorocaba entre 1965 e 1968. Exerceu a docência, a partir do segundo ano de graduação, em escolas de Sorocaba e Votorantim, mudando-se para a cidade de São Paulo a fim de assumir o cargo de professora efetiva de Português e dedicar-se à Pós-graduação em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP de 1971 a 1976. LEIA MAIS

Texto elaborado por Maria Carolina de Godoy – Universidade Estadual de Londrina – UEL – http://lattes.cnpq.br/0455778873749925

Maria Helena de Moura Neves nasceu em Taiaçu, pequena cidade do Estado de São Paulo. Seus pais eram professores primários e, aos quatro anos de idade, Maria Helena começou a aprender a ler, em português e em espanhol, sozinha, nos poucos jornais e revistas que tinha ao seu alcance. Aos oito anos, terminou o primário, mas, como não tinha idade para entrar no ginásio, secretariou seu pai por três anos no Grupo Escolar onde ele trabalhava, agora em São Carlos, também no interior de São Paulo. Fazia folhas de pagamento, mapas de movimento e recebia como recompensa um “spumone” da sorveteria que havia em frente à escola. Enquanto isso, também se preparava sozinha para o exame de admissão ao ginásio, lendo inúmeras vezes a seção de cada matéria do livro do Raja Gabaglia. Após o Ginásio, fez o Clássico e o Normal simultaneamente, formando-se aos dezessete anos. Maria Helena, que gostava muito de línguas e devorava livros, queria continuar estudando, principalmente português, francês e latim. No entanto, como se formou em primeiro lugar no Normal com notas acima de noventa, ganhou um prêmio: poderia escolher o Grupo Escolar onde daria aulas sem necessidade de enfrentar a roça. LEIA MAIS

Texto elaborado por Juliano Desiderato – Universidade Estadual de Maringá – UEM – http://lattes.cnpq.br/4088784180771269

Maria Irma Hadler Coudry – Maza – é Professora Titular (2012) e Livre-Docente (2002) do Departamento de Linguística, Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), UNICAMP. Nascida em São Paulo, é filha de Walter, médico, primeiro professor universitário contratado pela UNICAMP em 1963, e Irma, com os quais diz ter se familiarizado com a ordem e a desordem, a ciência e a casa*. Em 1954 a família se mudou para Ribeirão Preto e por sete anos morou na fazenda Monte Alegre. Na ocasião, aos quatro anos de idade, Maza entrou no Jardim de Infância do Vita et Pax, um colégio, como ela mesma reconhece: avante de sua época. Tinha letra quadrada, autonomia demais, escolheu caminhos diferentes, o que repercutiu (positivamente) em sua vida. Estudou nessa escola por 9 anos, quando a família se mudou para Campinas. Faz parte da história dos cursos de Linguística, Letras e Fonoaudiologia da UNICAMP, sendo uma das docentes responsáveis pela criação deste último. Na década de 70 concluiu a graduação na primeira turma de Ciências Humanas da UNICAMP, instituição em que fez, ainda, o Mestrado (1978) e o Doutorado em Linguística (1986), com estágio clínico na Universidade Livre de Bruxelas (1982-1984). LEIA MAIS

Texto elaborado por: Fernanda Freire – http://lattes.cnpq.br/2727662627646050 Monica Caron – http://lattes.cnpq.br/3408975195954782 Rosana Novaes – http://lattes.cnpq.br/4160514261572828

Maria Tereza de Almeida Camargo nasceu na Fazenda Boa Vista no município de Bananal, em 02 de março de 1936, filha de Otávio de Sousa Camargo e de Maria José de Almeida Camargo. Curso o ensino secundário no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora (MG) de 1947 a 1950, concluindo-o no Colégio São Paulo, em 1951. Neste mesmo ano, ingressou no curso de Letras Neolatinas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e o concluiu em 1957. No ano seguinte, iniciou o curso de Especialização em Letras na mesma Faculdade e no período de 1962 a 1964 esteve em Strasbourg (França), onde fez especialização em Filologia Românica e em Linguística Geral e Românica no Centro de Filologia e Literaturas Românicas na Universidade de Strasbourg. No início de 1965, regressando da França, foi indicada para lecionar Filologia Românica na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília, dando início a sua carreira universitária no curso de Letras. LEIA MAIS

Texto elaborado por Clotilde de Almeida Azevedo Murakawa – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Câmpus de Araraquara – http://lattes.cnpq.br/4373670900833018 e
Odair Luiz Nadin da Silva – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP – Câmpus de Araraquara – http://lattes.cnpq.br/846931487395849

Norma Discini de Campos, “vinda de Laranjal Paulista” – como ela mesma enfatiza quando fala sobre seu percurso – foi professora de Língua Portuguesa na Educação Básica e autora de livros didáticos (série Leitura do Mundo, em parceria com a Profa. Dra. Lúcia Teixeira, por exemplo). Realizou Mestrado e Doutorado sob orientação do Prof. Dr. José Luiz Fiorin: o primeiro, em 1989, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e o segundo, em 1996, já na Universidade de São Paulo (USP). Segundo ela, “a pós-graduação é seu projeto de vida” e não há profissional que encare o desafio do universo acadêmico com mais força e coragem – seu lema pessoal. De 1992 a 2003 foi professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie, atuando nos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras. LEIA MAIS

Texto elaborado por Julia Lourenço Costa – Universidade Federal de São Carlos/ FAPESP – http://lattes.cnpq.br/5592296124389416

A professora e pesquisadora Regina Zilberman é referência nacional e internacional na área dos estudos literários, tendo escrito inúmeros trabalhos que privilegiam especialmente os temas: leitura, história da literatura, literatura do Rio Grande do Sul, estética da recepção, formação do leitor e literaturas infantil e juvenil. Gaúcha, nascida em Porto Alegre no ano de 1948, como ela enfatiza em entrevista à GaúchaZH, no mesmo ano de falecimento de Monteiro Lobato, considerado o pai da literatura infantil brasileira, literatura essa que se constitui, na produção acadêmica dessa autora, como um dos seus grandes campos de reflexão. Tornou-se leitora desde cedo motivada pelos pais e, quando da opção pelo curso superior, decidiu cursar Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorou-se, posteriormente, em Romanística pela Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg, na Alemanha, e realizou dois pós-doutorados, um na Alemanha e outro na Inglaterra. LEIA MAIS

Texto elaborado por Marisa Martins Gama-Khalil (UFU/CNPq) – http://lattes.cnpq.br/9430138689219946

Maria do Rosário de Fátima Valencise Gregolin nasceu na cidade de Torrinha (SP) e passou sua primeira infância junto aos seus irmãos em uma vila de casas onde se acentuava a convivência integrada de muitas crianças. Ela sempre atribuiu a essa experiência a capacidade que possui de agregar pessoas e desenvolver trabalhos conjuntos. Sempre envolvida com os domínios da linguagem, cedo se dedicou às Letras e atua como professora há mais de quarenta anos. Em 1979, seu interesse por estudar a literatura fantástica acentuou sua atração pelo saberes marginais. Sob a orientação forte e segura da Profa Dra Suzi Frankl Sperber defendeu em 1983, na Unicamp, a dissertação denominada Mistério e Esterilidade: o fantástico em Murilo Rubião. LEIA MAIS

Texto elaborado por Vanice Maria de Oliveira Sargentini – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – http://lattes.cnpq.br/1406919572611392

A linguista histórica brasileira Rosa Virgínia Barreto de Mattos Oliveira e Silva nasceu em 27 de julho de 1940 em Salvador Bahia e faleceu na mesma cidade no dia 16 de julho de 2012. Sempre que indagada sobre a sua opção pelos estudos históricos do português, dizia que, “ainda na sua graduação logo no início dos anos sessenta do século passado, foi mordida, definitivamente, pela história da língua”. De lá até muito recentemente, essa mordida das veredas históricas do português em Rosa Virgínia, não deixou de produzir os melhores frutos para a linguística brasileira. Descrever minuciosamente a história do português quer seja brasileiro ou europeu, como uma arqueóloga da língua, escavando os meandros históricos pelos quais essa língua percorre(u) desde a Idade Média até bem pouco tempo atrás, sempre esteve no horizonte teórico-metodológico e acadêmico da linguista brasileira Rosa Virgínia Barreto de Mattos Oliveira e Silva. Atenta não só com as questões da ciência linguística, mas com os problemas sociais, a linguista sempre se preocupou também em refletir sobre as contribuições da linguística histórica para o ensino de português na escola. LEIA MAIS

Texto elaborado por Roberto Leiser Baronas – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. http://lattes.cnpq.br/4613001301744682
1 Expressão tomada de empréstimo do título do livro do historiador francês Roger Chartier “À beira da falésia: a história entre certezas e inquietude”, publicada pela Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS em 2002.

Silvia Lucia Bigonjal Braggio nasceu em Mogi Mirim – SP, em 12 de junho de 1945. Descendente dos dois lados de avós italianos imigrantes no fim do século XIX, é filha de Aristides Bigonjal e Elza dos Santos Bigonjal e irmã de Antônio Carlos Bigonjal e Julio Roberto Bigonjal. É mãe de dois filhos, Davide e Stefano, e tem um neto, Daniel. Estudou em escola pública, tendo feito o 1o. Grau o Grupo Escolar Coronel Venâncio e o 2o. Grau no Colégio Estadual Monsenhor Nora e 02 anos no Instituto Educacional Imaculada Conceição, escolas tradicionais de Mogi Mirim. LEIA MAIS

Texto elaborado por Sinval Martins de Sousa Filho -FL-UFG – http://lattes.cnpq.br/5359385370592200

Suzana Alice Marcelino Cardoso, natural de Jacobina, formou-se em Letras Neolatinas pela Universidade Federal da Bahia em 1960. Concluiu o mestrado em Letras e Linguística pela mesma universidade em 1979, e o doutorado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2002. Sua carreira acadêmica foi pontuada por sucessos. Suzana Cardoso é destaque entre os grandes nomes da Dialetologia no Brasil, com larga experiência na área da variação da Língua Portuguesa. Com Nelson Rossi – idealizador e um dos autores do primeiro atlas brasileiro, o Atlas Prévio dos Falares Baianos – APFB (1963) –, ainda em início de carreira, em 1969, fez parte do grupo de pesquisa que implantou o Projeto de Estudo da Norma Linguística Urbana Culta (Projeto NURC) no Brasil. Uma das fundadoras da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN), participou de sua Direção (presidiu a Associação no período de 1993-1995) e organizou o seu I Congresso Internacional. LEIA MAIS

Texto elaborado por Fabiane Cristina Altino – Universidade Estadual de Londrina – http://lattes.cnpq.br/5539075313815063

Sylvia Helena Telarolli de Almeida Leite nasceu em Araraquara (SP), no dia 21 de agosto de 1957. Filha de Estella Sylvia do Amaral Telarolli e de Rodolpho Telarolli. Desde menina, sempre teve a literatura como sua paixão e, muito além de uma “felicidade clandestina”, a literatura passou a ser sua (e)terna companheira. Estudou no Colégio Progresso, escola que foi o palco de suas primeiras redações e leituras de Monteiro Lobato. Entusiasmou-se com as aulas de literatura, da professora Maria Lúcia Merolla, que lhe apresentou Guimarães Rosa e outros escritores, cultivando, assim, a semente literária no caminho de Sylvia. Fez magistério, como a maioria das moças de sua época. Devido a sua paixão pela literatura, o curso de Letras foi o escolhido para a graduação. LEIA MAIS

Texto elaborado por Soraya Romano Pacífico – Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto – SP – http://lattes.cnpq.br/1003540751333445

Falar da pesquisadora Vanderci de Andrade Aguilera implica falar de vida, de humanidade, de pesquisa séria e muito, muito trabalho. Trabalho árduo e incansável de uma professora do interior do Paraná, nascida em Sertanópolis, no dia 19 de outubro de 1944, que depois de alguns anos fez de Londrina a sua cidade para morar, estudar e trabalhar, atuando, em princípio no ensino básico e posteriormente, no ensino superior, na Universidade Estadual de Londrina, instituição em que ainda atua. Graduou-se em Letras na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, atual Universidade Estadual de Londrina; hoje é uma reconhecida dialetóloga brasileira, mas tal reconhecimento não veio fácil, tanto que, durante seu mestrado na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Assis/São Paulo), elaborou o Atlas Linguístico de Londrina (1987) sem nenhum apoio financeiro, pelo fato de não acreditarem que uma simples professora seria capaz de realizar um Atlas Linguístico do município. LEIA MAIS

Texto elaborado por Joyce Elaine de Almeida Baronas – Universidade Estadual de Londrina – http://lattes.cnpq.br/6092970593937003

Vera Lucia Menezes de Oliveira e Paiva se formou em Letras Português e Inglês pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 1971 e em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1973. Entre 1972 e 1985 Vera lecionou português e inglês na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, entre 1974 e 1984 deu aula de inglês nas Faculdades Metodistas Integradas Isabela Hendrix – FAMIH. Entre 1981 e 1985 Vera lecionou inglês no Colégio Militar de Belo Horizonte e em 1987 fez mestrado em Inglês na Universidade Federal de Minas Gerais. LEIA MAIS

Texto elaborado por Kyria Finardi – Universidade Federal do Espírito Santo – UFES – http://lattes.cnpq.br/1076562311962755