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Simpósio 13 – Sobrevivências da forma e da imagem: literatura e temporalidades no contemporâneo (teorias, crítica e ensino

Estarão abertas, a partir de 10 de julho de 2026, as inscrições para submissão de trabalhos (comunicação oral) no Simpósio 13 – Sobrevivências da forma e da imagem: literatura e temporalidades no contemporâneo (teorias, crítica e ensino), organizado pelos professores Wellington Furtado Ramos (UFMS/UEMS), Paulo Eduardo Benites de Moraes (UTFPR/UFPR) e Helano Jader Ribeiro (UFPB).

O simpósio integra a programação do 11º Seminário Nacional e 5º Seminário Internacional de Língua e Literatura – Devires e Vozes: Textos, Contextos e Letramentos, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo (UPF), que será realizado de 7 a 9 de outubro de 2026. Conforme a organização do evento, os simpósios ocorrerão em modalidade on-line.

🔗 Mais informações e inscrições: https://www.upf.br/seminariolingualiteratura

SIMPÓSIO 14

SOBREVIVÊNCIAS DA FORMA E DA IMAGEM: LITERATURA E TEMPORALIDADES NO CONTEMPORÂNEO (TEORIAS, CRÍTICA E ENSINO)

  O Simpósio propõe discutir a literatura (especialmente contemporânea, mas não somente) como espaço de sobrevivência, deslocamento e remontagem de formas, imagens e sensibilidades históricas, compreendendo o texto literário não como estrutura isolada, mas como campo de tensão entre temporalidades heterogêneas, regimes de visualidade, memória cultural e experiência histórica. Em diálogo com a Teoria Literária, a Literatura Comparada, a Teoria Crítica, os Estudos Interartes e os Estudos da Imagem, o simpósio busca reunir pesquisas que investiguem os modos pelos quais a literatura reelabora vestígios do passado em novas configurações estéticas e políticas da/na contemporaneidade. A proposta parte especialmente da noção warburguiana de Nachleben, entendida como sobrevivência das imagens e persistência de gestos, afetos e formas culturais para além de seus contextos históricos originários. Em Aby Warburg, a história da cultura deixa de constituir-se como sucessão linear de períodos para revelar-se como campo descontínuo de reaparições, latências e retornos. Tal perspectiva, retomada e ampliada por Georges Didi-Huberman, permite compreender a obra literária, sobretudo contemporânea, como lugar de montagem temporal, no qual imagens, formas narrativas e poéticas, resíduos simbólicos e imaginários históricos retornam sob novas disposições formais, frequentemente marcadas pela fratura, pela ruína, pela repetição e pelo anacronismo. [Se, conforme Benjamin, “todo documento da cultura é um documento da barbárie], interessa-nos pensar a literatura como arquivo vivo de sobrevivências culturais, capaz de reinscrever formas pretéritas — estéticas, políticas ou afetivas — em novas constelações históricas. Aproximamo-nos, assim, da reflexão de Walter Benjamin acerca da imagem dialética e da constelação, segundo a qual o passado não se conserva de maneira estável ou monumental, mas irrompe criticamente no presente em relações de choque, interrupção e reconhecimento tardio. A literatura, em particular contemporânea, nesse sentido, frequentemente opera por meio de restos, fragmentos, espectros e ruínas de tradições anteriores, produzindo reconfigurações do romantismo, do regionalismo, do moderno e das vanguardas em contextos marcados pela crise das narrativas históricas contínuas e pela instabilidade das formas de representação. O simpósio acolhe, portanto, pesquisas voltadas às relações entre literatura e ensino, literatura e artes visuais, literatura e imagem, literatura e tradução, literatura e memória cultural, bem como estudos sobre escrita expandida, melancolia, violência, morte, arquivo, espectralidade e crítica da cultura. Interessa-nos especialmente investigar como a literatura tensiona regimes tradicionais de representação, desloca hierarquias do cânone e produz formas de visibilidade para sujeitos, corpos e experiências historicamente marginalizados (especialmente, mas não necessariamente). Nesse processo, a obra literária deixa de operar apenas como representação do mundo para constituir-se como espaço de sobrevivência simbólica, reorganização da memória e produção crítica de novas sensibilidades históricas.  

Estarão abertas, a partir de 10 de julho de 2026, as inscrições para submissão de trabalhos (comunicação oral) no Simpósio 13 – Sobrevivências da forma e da imagem: literatura e temporalidades no contemporâneo (teorias, crítica e ensino), organizado pelos professores Wellington Furtado Ramos (UFMS/UEMS), Paulo Eduardo Benites de Moraes (UTFPR/UFPR) e Helano Jader Ribeiro (UFPB).

O simpósio integra a programação do 11º Seminário Nacional e 5º Seminário Internacional de Língua e Literatura – Devires e Vozes: Textos, Contextos e Letramentos, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade de Passo Fundo (UPF), que será realizado de 7 a 9 de outubro de 2026. Conforme a organização do evento, os simpósios ocorrerão em modalidade on-line.

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