O Grupo de Trabalho Imaginário, representações literárias e deslocamentos culturais, aprovado pela ANPOLL em julho de 2012, resulta da constatação da carência de um grupo específico sobre os estudos do imaginário na ANPOLL, considerando que o método investigativo e os pressupostos teóricos divulgados pelos Centres de Recherches sur l’Imaginaire há muito sustentam pesquisadores aqui do Brasil, bem como da Europa e do Canadá. Portanto, esse GT se ocupa dos fundamentos teóricos e metodológicos sobre o campo do imaginário (mitocrítica e mitanálise) e das questões das representações literárias, que incluem mitos fundadores, deslocamentos e transformações, memórias, além de leituras comparatistas das transformações culturais. Nesse aspecto, Philippe Chardin (bibliografia do projeto) afirma que “as pesquisas sobre o imaginário representam a parte mais desenvolvida e a melhor estruturada do comparatismo temático”.
A proposta para a constituição do GT parte de grupos de pesquisa já sedimentados em suas instituições, como o “Núcleo de Estudos em Literatura e Teorias do Imaginário”, do PPGL da PUCRS; o “GELIC – Estudos de Literatura e Cultura”, que congrega pesquisadores da UFS e da UEPB; o “POEIMA – Grupo de Pesquisa Poéticas e Imaginário”, da UFU; o ITESI – Grupo de Pesquisa Itinerários Interdisciplinares em Estudos Sobre o Imaginário (UPE). “CEPESI – Centro Paraibano de Estudos do Imaginário”, da UEPB; o Grupo de Pesquisa”O mito nas literaturas e em outras artes”, da UEPB. Em todos esses grupos, a base epistemológica está pautada no pensamento de Carl Gustav Jung, Eleazar Mielietinski, Franco Crespi. Gary Greenberg, J.W. Rogerson, Joseph Campbell, K. K. Ruthven, Mircea Eliade, Gaston Bachelard, Pierre Brunel, Ernest Cassirer, Gilbert Durand, Roger Caillois, Jean Burgos, como se pode verificar na bibliografia anexa. O projeto da constituição desse GT vem se firmando há algum tempo, quando seus membros perceberam que a criação de um GT sobre Imaginário já se tornava imprescindível, haja vista a coesão de pensamento e método investigativo observados na produção de determinados pesquisadores, nos últimos anos, em congressos e publicações.
Descrição do GT – Tópicos de estudos e linhas temáticas
A crítica do imaginário, cujo núcleo central é o trajeto antropológico do homem, estuda a hermenêutica dos símbolos, das imagens e dos mitos no processo da criação literária, vendo neles um esforço poético de resgatar o homem de sua temporalidade, projeto que, segundo Gilbert Durand, tem falhado na corrente racionalista. Na obra O imaginário – ensaio acerca das ciências e da filosofia da imagem (2004), Durand lembra que o imaginário encontrou como opositora a corrente aristotélica racionalista, que exerceu no ocidente uma influência quase perene. O pensamento aristotélico exclui a imagem porque ela não pode ser “verdadeira” nem “falsa” e, além disso, ela propõe uma “realidade velada”, quando se sabe que a lógica aristotélica exige “claridade e diferença”. Por sua vez, a corrente platônica defende que a imagem fala diretamente à alma, representando um mundo ideal, opondo, desta forma, o mythos ao logos. O que o
pensamento não consegue alcançar pela exposição racional, a imagem, o símbolo e o mito podem oferecer um sentido, uma possibilidade, uma via de acesso.
Teórico responsável pela sistematização da crítica do imaginário, Gilbert Durand elabora sua teoria a partir dos trabalhos de Gaston Bachelard, Carl Gustav Jung, Mircea Eliade – e do pensamento de discípulos desses estudiosos que gradualmente foram surgindo – além de material colhido em diversas culturas. Ana Maria Lisboa de Mello, pesquisadora que, de forma mais sistemática, introduziu nos estudos literários brasileiros a crítica do imaginário, fundando, em 2008, o Núcleo de Estudos sobre Imaginário e Literatura, no PPGL da PUCRS, explica as bases do pensamento de Gilbert Durand: São relevantes, na base do pensamento de Durand, duas fontes: a Escola de Eranos e a obra de Gaston Bachelard. De tendência gnóstico-científica, a Escola de Eranos, fundada em 1933, com a participação de Carl Gustav Jung, favorece sobremaneira o desenvolvimento de investigações interdisciplinares sobre o homem, superando a não-comunicação entre as ciências sociais e enfrentando o positivismo agnóstico da ciência ocidental. O conhecimento chamado “gnóstico” persegue a captação do “sentido” que não emerge do puro logos (na sua reflexão racional e objetiva), mas do nível mais profundo do mythos, da experiência vivida.
A crítica do imaginário observa nas artes como são traduzidos os arquétipos universais, considerando que os sistemas simbólicos estão ligados não só ao sujeito, mas à cultura que os produz. De acordo com Jung, “a imagem arquetípica constitui um correlato indispensável da idéia de inconsciente coletivo, indica a existência de determinadas formas na psique, que estão presentes em todo tempo, em todo lugar.”. O arquétipo é inalterável, o que varia são os símbolos que expressam esse arquétipo. Dessa forma, a montanha, a árvore, o pássaro são símbolos do arquétipo ascensional. De igual modo, a casa, o útero, a igreja, o berço, o túmulo, fazem parte de uma constelação simbólica que reatualiza, a cada ressurgência, o arquétipo da intimidade e do repouso. Se os celtas sepultavam seus mortos nos troncos das árvores, os brasileiros os acolhem sob a terra. Em ambos os casos, está explícita a idéia de repouso e renascimento pela reintegração a um elemento da natureza.
Para Bachelard, a imagem é uma expressão arquetípica. Em seus estudos dos quatro elementos, o fenomenólogo resgata a poesia como meio de conhecimento, pois ela é da esfera do simbólico, do sensível e do subjetivo. Por meio de flutuações de técnicas e variações, o imaginário se fecha sobre algumas grandes imagens, conforme a competência do poeta. Por ser a manifestação de um arquétipo, não significa que a
imagem tenha um “passado”, uma vez que “o poeta fala no limiar do ser”. Em A poética do espaço. escreve Bachelard: “Em sua novidade, em sua atividade, a imagem poética tem um ser próprio, um dinamismo próprio. Procede de uma ontologia direta”. É a condição de novidade da imagem que transporta o homem às profundezas de sua origem. A imagem, por isso, está acima de qualquer significante, cabendo a ela revigorar a língua, além de enriquecer o pensamento.
O ser humano traz em seu inconsciente imagens universais que se dariam a conhecer (sempre parcialmente) por meio de símbolos. O símbolo é a mediação entre o totalmente outro (o sagrado, o inconsciente) e o homem em suas vivências. A relação do símbolo entre significante e significado é epifânica, porquanto o símbolo é a “epifania de um mistério”. Assim, o símbolo não é uma representação direta e seu significado nunca é dado fora do processo simbólico. Valendo-se de Paul Ricoeur, Durand assinala as três dimensões do símbolo: a cósmica, pois o símbolo se liga ao mundo que nos rodeia; a onírica, pois os símbolos se ligam a recordações que emergem nos nossos sonhos (Freud); e a poética, pois o símbolo é produto da linguagem. Há que se lembrar, ainda, do caráter polivalente, ambíguo e até contraditório do símbolo. A inesgotável epifania do símbolo é consequência de sua “repetição instauradora”: o símbolo nunca é explicado uma vez por todas. A repetição o aperfeiçoa, pois um símbolo vai esclarecendo outro. Sem adotar uma posição culturalista, o teórico lembra que a simbolização é progressiva, e que a cultura tem um papel preponderante na genética simbólica, mas com a devida ressalva de que “os homens sempre pensaram com a mesma perfeição. Assim, o arquétipo primordial do divino estará se perpetuando, sempre, em mais uma imagem. Além das relações sociais, a arte, a filosofia, a religião, contribuem para o funcionamento da consciência simbólica.
Na obra O homem e seus símbolos, Jung conceitua o símbolo como palavra ou imagem que “implica alguma coisa além do seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem têm um aspecto “inconsciente” mais amplo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado. A função do símbolo é comunicar ao consciente realidades que dizem respeito ao mais profundo do ser e que estão armazenadas no inconsciente coletivo e individual. O símbolo se manifesta em toda sua pregnância simbólica pelo sonho e pela criação artística. Cabe ao artista revigorar os símbolos, criando imagens que mantenham essa “pregnância simbólica”, sob pena de transformar um símbolo num “sintema”, um mero sinal, sem nenhum distanciamento do objeto evocado.
O mito é a morada do sagrado. Nele, os arquétipos e os símbolos se organizam em um sistema dinâmico que garante o aperfeiçoamento do símbolo, uma vez que o mito é um sistema dinâmico de símbolos que, expressando os arquétipos, tende a compor-se em relato. Também, conforme Mircea Eliade, “o mito conta uma história sagrada; ele relata um acontecimento ocorrido no tempo primordial, o tempo fabuloso do princípio”. O mito explica como é que as coisas passaram a existir. Ana Maria Lisboa de Mello elucida essa definição do mitólogo: O mito é, assim, pleno de significação, porque desvela o mundo, as organizações e a ética que preside as relações entre os homens. Ao mesmo tempo, é a palavra que revela e mantém os códigos da existência instituída, preservação que decorre da repetição periódica da palavra reveladora, através do ritual ou do relato.
O mito encerra os paradigmas das situações que não podem ser explicadas, oferecendo ao homem uma possibilidade de compreensão de si e do universo. O mito pode ser traduzido – é linguagem, seja a do culto, do rito, da magia – e concilia o eterno com o momento, as forças apolíneas com as dionisíacas, além de harmonizar “diacronicamente as entidades semânticas que não podem sobrepor-se sincronicamente”. Contudo, não basta ao poeta retomar um “mito cultural” – aquele dicionarizável, nas palavras de Bachelard – para engendrar uma ficção, é preciso que ele recrie esse mito primordial pela força psíquica da linguagem.
Portanto, as pesquisas desse GT se orientam pelo estudo das imagens, dos símbolos e dos mitos como expressões arquetípicas de uma obra de arte, e podem ser resumidas nas seguintes linhas:
1) Questões teóricas e metodológicas do estudo do imaginário;
2) História, memória e imaginário na criação literária;
3) As relações entre literatura e mito;
4) Imaginário, deslocamento e transferências culturais;
Importância científica das pesquisas na linha do imaginário
Investigar as manifestações arquetípicas por meio das imagens, dos símbolos e dos mitos é pensar a produção artística em sua concepção religiosa e cultural, o que implica discutir o ser humano em sua vivência antropológica e psicológica, tarefa a que se entrega a literatura em sua tentativa de resgatar o homem de sua temporalidade e
fazê-lo contemporâneo do tempo primordial, quando os pares antitéticos como morte e vida, divino e humano, pobre e rico, europeu e africano são indistintos.
Se as criações do inconsciente compensam o consciente, se podem atuar, inclusive, como a compensação pessoal de um artista, a obra também pode refletir/refletiria toda uma época, considerando que “todas as épocas tem sua unilateralidade, seus preconceitos e males psíquicos”, conforme escreve Jung. Assim, o pensador crê num significado profético das obras de arte: ao dar cidadania aos aspectos sombrios da alma, o artista promoveria um equilíbrio social, pois faria da arte um canal de esvaziamento e de domesticação das tensões, uma vez que o artista plasma a alma coletiva da humanidade.
Jung fala do mundo para além dos acontecimentos cotidianos, mundo que pode irromper com uma aura grotesca ou sublime, destruindo ou consagrando valores humanos, dando-nos “uma visão das profundezas incompreensíveis daquilo que ainda não se formou”. A obra de arte é uma hierofania, seja de uma perturbação do espírito ou de uma força original e primitiva, o que traz um sentimento de incômodo ou surpresa, pois o que ela revela está além da percepção cotidiana, e, de igual modo, não se vincula a experiências pessoais do criador nem a meras fantasias inconsequentes.
Não sendo derivada de uma realidade anterior, ela é simbólica de uma essencialidade desconhecida, experimentada no inconsciente que, no entanto, tem o mesmo valor de uma experiência física. Por outro lado, se está alojada no inconsciente humano, é conhecida de todos os homens em todos os tempos e lugares. Assim, esse GT coloca em cena o homem e suas eternas perplexidades, mas localizando-o num espaço para além de sua individualidade.
Tomando a crítica do imaginário como método de abordagem da obra literária e artística, a proposta do GT é observar na hermenêutica das imagens, dos símbolos e dos mitos, das produções artísticas brasileiras e estrangeiras, como são traduzidos os arquétipos universais do sujeito e da cultura. A crítica do imaginário, sistematizada por Gilbert Durand, elege o arquétipo como paradigma antropológico das produções humanas, o que, de imediato, provoca o deslocamento do conceito de centro-periferia, uma vez que as produções estéticas atuariam como reatualizações arquetípicas universais e atemporais. Desta forma, para o estudo das produções simbólicas e universais do ser humano, a crítica do imaginário dispõe de uma metodologia pautada por hermenêuticas agregadoras, como a teoria literária, a lingüística, a história, a psicanálise, as artes, a antropologia. Assim, as pesquisas fundadas na crítica do
imaginário contribuem para o enriquecimento da Teoria Literária, da Literatura Comparada, das Literaturas nacionais e da própria historiografia literária.
Plano de atividades
Os membros desse GT já desenvolvem em suas respectivas instituições atividades de pesquisa e de extensão, produzindo, consequentemente, bibliografia em forma de artigos, livros e capítulos de livros, além de organização de eventos. Desta forma, o GT já nasce impulsionado por essa prática que o sustentará. Os membros desse GT procurarão manter contato permanente por meio de encontros e reuniões em eventos de relevância na área de Letras, além de promover seus próprios encontros. Desta forma, reuniões intermediárias servirão para o intercâmbio e o fomento dos pressupostos teóricos que sustentam as pesquisas individuais. São metas para os próximos 2 anos:
1. Criar uma Revista Eletrônica. A Profa. Dra. Ana Maria Lisboa de Mello, coordenadora, tem larga experiência com as questões editoriais: criou a Revista Textopoético (GT ANPOLL).
2. Produzir um material didático voltado para alunos do Ensino Básico e do Ensino Médio, cujo tema será o ensino da literatura brasileira pelos mitos. Nesse sentido, O POEIMA – Grupo de Pesquisa Poéticas e Imaginário, já desenvolve o Projeto “Mito e Poesia” na Casa de Cultura e em Escolas de Uberlândia. Ações semelhantes poderão ser desenvolvidas em outras Instituições;
3. Fazer um mapeamento do mito da serpente na poesia e na narrativa brasileira, tomando como contraponto obras da literatura universal. Nesse sentido, o Grupo de Pesquisa “GELIC – Estudos de Literatura e Cultura”, que congrega pesquisadores interinstitucionais, já vem produzindo resultados, por meio de projetos de IC e Pós-Graduação.
4. Promover encontros autônomos e inseridos em congressos relevantes, no formato Simpósio.
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